25 de mar. de 2011

Pucón, 13


Corremos de manhã até o terminal a fim de pegar o ônibus para o Parque Nacional Huerquehue, onde há várias trilhas com vista para lagos e vulcões. Fizemos um trekking de quatro horas (!). Mal terminamos o passeio, pegamos o ônibus de volta, parando no caminho, para conhecer os Ojos de Caburgua e a Laguna Azul.

Almoço: batata chips vencida e chocolates.

Na volta, crepe de salmão maravilhoso no Cassis e torta gigante de chocolate (foto no post anterior).

Estava com dor de cabeça e fui dormir cedo. A Cíntia saiu para tirar fotos do lago.

Pucón, 12












Chegamos a Pucón (fotos) às 9h30, após dez horas de viagem. Achei o ambiente meio úmido, uma matilha de cães famintos veio nos seguindo (há cachorros por toda parte no Chile). Seguimos pela rua em busca de hotel (como era baixa temporada, optamos por não fazer reserva) e escolhemos o Plaza Pucón (fotos). Bem acolhedor, que nem casa do interior, com um lindo jardim e piscina. Depois, almoçamos no melhor lugar do mundo: restaurante Cassis. Destaque para a fatia gigante de torta de chocolate (foto)!

À tarde, passamos pelas agências de turismo para escolher algum pacote. A área é própria para esportes radicais, trekking, escaladas, mas nenhum passeio contemplava o Parque Huerquehue (fotos de lago e vulcão), que queríamos conhecer. Havia somente um passeio que incluía os Ojos de Caburgua, a Lagoa Azul (fotos) e as termas, ao custo de 18 dólares. Decidimos pagar 12 dólares por um passeio noturno às termas Los Pozones (bem mais divertido) e fazer o resto (inclusive o parque) de ônibus de linha, por conta própria. Sem dúvida, foi a melhor opção!

No passeio às termas, uma van nos levou até lá. Alternam-se banhos escaldantes nos "pozones" com banhos gelados no rio. Achamos melhor não levar máquina fotográfica pra não termos preocupação. Dentro da van, conhecemos vários estrangeiros, inclusive uma americana do Texas que trabalha no Circo du Soleil e o irmão dela (hum...) que atua com recolocação profissional. Depois de passar o trajeto todo conversando com ele (que, na volta, ofereceu pão, salame e vinho trazidos na mochila), os dois saíram da van sem dar tchau.

Santiago, 11





Estou na internet escrevendo no Los Caracoles quando a Cíntia irrompe na sala: “Marinella, larga disso e vem aqui ver na tevê: deu um terremoto no Japão e há um alerta de tsunami para a costa do Chile”. Resultado: fomos até o terminal de ônibus cancelar nossa passagem para Valparaíso e compramos outra para Pucón, à noite.

Quando voltamos, o café da manhã do hostel estava impraticável. Fomos comer no Café das Flores, na rua ao lado. Depois, visitamos o Museu Pré-Colombino, que abriga as múmias mais antigas do mundo (foto). São pequenas porque se trata de um feto e de um bebê.

Almoçamos peixe, salada e papas fritas no bar Pimenta e, à tarde, subimos o Cerro Santa Lucía (fotos). Lá no topo, a Cíntia perdeu a lente dos óculos. De volta ao pé do cerro, adquiriu óculos novos numa joalheria fina! (foto)

À noite, fomos ao terminal Alameda para pegar o ônibus a Pucón, uma espécie de Gramado chilena, próxima do vulcão Villarica, a dez horas de viagem de Santiago.

Santiago, 10



Logo cedo, fomos ao terminal da Turbus para comprar as passagens de Santiago a Valparaíso (1 hora de viagem, 2.300 pesos), de Valparaíso a Pucón (10 horas de viagem, 23.300 pesos em ônibus leito) e de Puerto Varas a Santiago (15 horas de viagem, 32.400 pesos em ônibus leito premium). O ônibus leito deles é como o nosso, muito confortável, e o premium é, de fato, uma cama. Para calcularmos o valor em dólar, cortávamos os três zeros e multiplicávamos o valor por 2; para reais, multiplicávamos por 4. Ou seja: 1.000 pesos = 2 dólares = 4 reais (aproximadamente).

No restante do dia, passeamos a pé por tudo. Comprei minha máquina fotográfica na loja Paris, da qual virei freguesa, e algumas roupas de lã. Almoçamos no Liguria (foto 1), o restaurante "mais querido dos chilenos", segundo a revista Viagem. Comi peixe e salada (8.300 pesos). Ótimo! Já o “once” (que é como os chilenos chamam o chá da tarde) foi no Restaurante Giratório (foto 2). Percebe-se que o lugar já teve dias mais glamourosos, mas vale muito a pena a visita. Comi um mousse de cappuccino maravilhoso. À noite, finalizamos com risoto e vinho carmenere no Il Siciliano (foto 3), que fica na rua de bares e restaurantes do bairro Providencia.

Santiago, 9


Não sei se é a melhor escolha, mas decidi relatar as férias no Chile em ordem cronológica, dia a dia. Acho que de outro modo ficaria uma bagunça.

*

No dia 9, nem dormi. Fui pro aeroporto às 3 horas para pegar o vôo de Porto Alegre a São Paulo às 6. Cheguei a Santiago às 13h15. Uma van da Transvip (11 dólares), contratada na hora, me levou ao Andes Hostel (foto), perto do centro, onde a Cíntia (amiga do grupo de corrida) me esperava. De lá, fomos caminhando até o Mercado Público para almoçar. Comemos uma paella por uns 12.000 pesos (24 dólares), para as duas, no Donde Augusto (foto), restaurante tradicional do lugar. A imagem acima é de uma centolla, uma espécie de lagosta mais carnuda que experimentamos depois, com massa.

À noite, comemos salada de salmão e sorvete no Empório La Rosa (4.500 pesos para cada uma), bem bom. Eu estava cansada da viagem, então nos limitamos a caminhar pelo centro e pelo bairro Lastarria, que depois, aliás, nos últimos quatro dias de viagem, seria nossa nova morada.